Aprasc manifesta apoio aos bombeiros
A Associação de Praças do Estado de Santa Catarina (Aprasc) manifestou hoje (19) apoio ao comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, coronel José Luiz Masnik, que se recusou a reduzir as escalas de serviço dos bombeiros militares, mesmo diante da pressão, ou da ordem, do governo do estado. O objetivo do governo com a mudança de escalas nas instituições de segurança é reduzir os gastos com pagamento de horas extraordinárias.
No entanto, a medida prejudica diretamente a sociedade catarinense, uma vez que, obedecida a vontade do Palácio, entende a Aprasc. Segundo a entidade, haverá 25% a menos de efetivo em cada turno de trabalho, caso isso ocorra. Em muitas cidades, por conta da redução das horas extras, os quartéis do Corpo de Bombeiros poderão ficar fechados por algumas horas, deixando a população desprovida de atendimento em casos de urgência e emergência. Mesmo nas grandes cidades, haverá menos efetivo de serviço.
De acordo com o vice-presidente da Aprasc, região Norte, Elisando Lotin de Souza, mudar as escalas dos bombeiros militares é deixar a sociedade ainda mais desprotegida. A Aprasc entende que o governo do estado pode, e deve conter gastos públicos, mas que comece fazendo por serviços não essenciais, como nas funções administrativas, na redução do número de secretariais regionais, por exemplo. "Cortar recursos numa área tão sensível quanto à defesa da sociedade é uma atitude de irresponsabilidade política e social", entende a entidade.
O pedido de exoneração feito pelo coronel Masnik é motivado por sua posição em defesa da instituição que comanda, pelo respeito que tem pelo trabalho de seus subordinados, pelo interesse público e pela segurança da sociedade. A Aprasc defende que a atitude do coronel é digna do cargo que exerce e, portanto, deve permanecer exercendo sua função a frente do comando.



